Hoje eu tinha um compromisso agendado às 10h no shopping Vila Lobos. Eu moro no Tremembé, zona norte, perto da Serra. O tal shopping fica na marginal Pinheiros. Tipo, no outro extremo da cidade. (Quem me conhece, já imagina o que vem pela frente.)
Pesquisei na internet como chegar lá, anotei tudo, chequei a previsão do tempo, e fui dormir tranqüila.
Acordei, tomei banho, arrumei o cabelo (aquela escovinha, aliás, brushing básico na franja pra assentar a rebeldia, calcei meus sapatinhos da Zara – de tecido tomei meu balde de café diário (e essencial pra manutenção do meu viver) e peguei minha bolsa. Saí de casa, começou a chover. Como eu sou muito esperta e já tinha visto a previsão do tempo, meu guarda-chuva tava na bolsa. Nem me preocupei muito e continuei meu caminho até o ponto de ônibus. Cheguei em Santana 8:45 pra encontrar com o Marquinhos (que sempre ta junto nessas horas).
Peguei o primeiro ônibus -Itaim-Bibi, e pedi pro cobrador me avisar no ponto que eu precisava descer.
Não é difícil, certo? Pois é, pra quem sabe qual é o ponto do INSS na avenida 9 de julho não é. Mas quem disse que o cobrador sabia? Óbvio que Marquinhos eu descemos no ponto errado. Pra ser mais exata, aquele embaixo no Viaduto do Chá
( imagino qual seja o motivo pelo qual eu SEMPRE vou parar nesse viaduto quando me perco em São Paulo. Se você estiver comigo, no centro de São Paulo, tenha certeza: vamos passar pelo Viaduto do Chá!)
Quando finalmente descobrimos que não era aquele o ponto de ônibus no qual deveríamos estar, fizemos a escolha menos lógica (como era de se esperar), voltamos andando, na chuva, até achar outro ponto de ônibus onde pudéssemos nos informar. Voltamos até a Praça do Correio, e como já era de se imaginar, não achamos nenhum funcionário da SPTrans por lá que pudesse nos ajudar.
Certeza que eles foram aliciados por alguém (Lady Murphy?) que planeja todas essas pegadinhas que acontecem comigo e com a minha mãe (isso tinha que vir de algum lugar, né? )
Pois bem, fomos até o próximo ponto de ônibus, que era bem perto, pelo menos. Não me surpreendi quando disseram “ah, eu não sei, não conheço por aqui”. Voltamos pra Praça do Correio, achamos uma alma bondosa disposta a ajudar. Ele disse pra gente ir até a Avenida São João, e pegar o Pq Continental lá em cima. Ele disse assim : “Sobe a rua aqui que vai dar na São João, é logo ali”. Detalhe: ele apontou pra uma “trifurcação” (sap: de onde a gente estava, as três ruas “subiam” e ele apontou para o meio das três).
Eis que me aparece o funcionário dos correiros do MIB, (aquele que fica dentro da máquina, cheio de braços, no MIB 2) e fala pra eu seguir à direita, andar sei lá pra onde, virar pra num sei que lado que era a avenida Ipiranga, e seguindo à esquerda ia chegar na São João. Daí uma luz baixou na minha cabeça e eu resolvi olhar pra frente.
(Antes de continuar, só uma observação: o óbvio pra mim, não existe. Podemos continuar...)
E então aquela igrejinha simpática e amarela, que fica na Avenida São João, emergiu das sombras. Antes que os carros viessem em nossa direção, resolvi ir logo pra lá.
Chegando lá, perguntei pra um motorista que estava no primeiro ponto, onde parava o tal Pq Continental. Quem conhece o lugar, ali na frente da Galeria do Rock, sabe que não tem só um ponto de ônibus. Ele disse que era ali na frente. Eu olhei, e vi mais três pontos. Parei ali meio que no meio do caminho, e o Marquinhos continuou andando, e me disse que tinha entendido que o cara tinha apontado mais pra frente. Eu disse que ele tinha apontado ali, que era ponto de ônibus, e lá ficamos. E nada.
Voltei e perguntei pro mesmo cara exatamente onde parava o ônibus e ele com toda a elegância, delicadeza e educação de um macaco pré-histórico disse que era no ponto depois da banca de jornal, lá na frente.
Nessa hora tive a certeza de que quando eu for pedir informação, eu preciso perguntar TODAS as referências possíveis e a localização exata do lugar, mesmo se for logo uns três passos pra frente, porque eu me perco.
Pegamos o ônibus, e durante o caminho fiquei imaginando se eu precisaria do meu passaporte, porque tinha deixado em casa. Pedimos pro cobrador nos avisar quando fosse a hora de descer. Ele avisou, disse que era do outro lado da Marginal Pinheiros, e nós descemos. A chuva insistente ainda estava nos acompanhando, e eu me sentindo uma idiota completa por ter achado “nada a ver” uma menina que eu tinha visto perto de casa usar galochas (Se não se lembram, eu estava com meu sapato de tecido, que já tinha mais água na composição do que um ser humano. )
E lá fomos nós, atravessar a Marginal Pinheiros à nado, digo, à pé. E cadê o shopping? (Estávamos na Avenida Jaguaré, e o shopping fica na Nações Unidas) Perguntamos no posto de gasolina, e adivinha? Lá fomos nós de volta pro outro lado. Parei no ponto de ônibus pra perguntar se algum ônibus atravessava a ponte, e obviamente o cara não sabia(!)
E cadê o shopping? Eu só via água.
Continuamos com a nossa agradabilíssima caminhada na chuva, e chegamos na entrada do Parque Vila Lobos. Perguntei de novo como chegar no Shops. “Só segue aqui pela direita, é atrás do morrinho”. Anda, anda, anda ³ e cadê o shopping? Segunda, terceira entrada do parque. Nada. Uma senhora no (4º)ponto de ônibus, que como vocês, queridos leitores já podem imaginar, não era dali e não conhecia nada. Mas prontificou-se a nos ajudar a perguntar pra alguém (fora as gotas de água da chuva, que despencavam do céu as 10:30 da manhã e os carros) só se podiam ver 3 pessoas ali: ela, Marquinhos e eu.
Antes que ela conseguisse parar um carro(!) pra pedir informações, resolvemos voltar uns poucos metros e perguntar no posto policial. Graças ao bom Deus, o policial sabia onde estava e sabia chegar no shopping. Quase chorei de alívio (sem brincadeira), e seguimos a indicação dele, Foi o único ate então sincero o suficiente que disse que era longe pra ir a pé.
Pulando um pequeno pedaço da jornada que eu já cansei de escrever, quiçá vocês, meus leitores queridos que agüentaram até aqui.
Na entrada do shopping, um vento consideravelmente potente quase fez a gente voltar pro outro lado da marginal. Quando adentramos o tão esperado Shopping Villa Lobos, eu me dei conta do estado em que me encontrava, pela cara da menininha parada ali na frente, olhando pra gente. Antes de mais nada, fui ao banheiro tentar secar o que fosse possível, tentar domar meus cabelos rebeldes e desgrenhados com meus grampinhos da Acessorize, e fui encontrar a mulher lá, que nem precisei explicar com muitos detalhes o que tinha acontecido, e remarcou meu compromisso pra terça que vem. Na volta foi mais sossegado, fora as quatro horas de trânsito e a vaca filhadaputa que me fez escorregar saindo do ônibus, quando eu estava chegando em casa as 18h, e meu pé doendo até agora.
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Odisséia parte? (perdi a conta); Vila Lobos
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Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Com Sarney, é só escuridão
Publicado em 29/06/2009 por Moah sousa: (do site forasarney.com )
Érico Veríssimo escreveu: “em épocas de crise é preciso manter uma lâmpada permanentemente acesa, para evitar que caia sobre nós a escuridão, que só é propícia aos tiranos, ladrões e assassinos. Se não tivermos uma lâmpada, acendamos uma vela. Se não tivermos vela, risquemos fósforos repetidamente para mostrar que não desertamos do nosso posto”.
Diante dos escândalos perpetrados por José Sarney no Senado Federal, seguir o conselho do escritor gaúcho é mais do que apropriado; é fundamental para evitar que José Sarney continue na Presidência do Senado, ou em qualquer outro cargo na vida pública, utilizando os recursos públicos como se fosse propriedade particular.
Para sair da encrenca, o manda-chuva do Maranhão aposta justamente no esquecimento, na tão apregoada falta de memória nacional, no jeitinho conciliador da elite nacional que sempre encontra um modo de livrar a cara de seus pares.
Não permitir que isto aconteça é uma tarefa de todos os cidadãos de bem, homens e mulheres honrados deste país, que se enojam e se revoltam com a falta de compostura e com os atos francamente ilegais deste tipo de gente parasitária, responsável pela miséria, violência, exploração que assola a sociedade brasileira.
Vamos manter lâmpadas e velas acesas;
Vamos acender isqueiros e riscar fósforos;
Vamos varrer da cena política nacional os tiranos e ladrões;
Não vamos permitir que sobre nós caia a escuridão.
FORA SARNEY!!!
Colabaroção do blogueiro Jens
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Sobre fotografia
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